You put on high heels…

Posted in Uncategorized on August 17th, 2010 by Natie – 5 Comments

… and you change.

Beautiful Summer Themed Pictures – DesignzzzUma vez eu disse um monte de coisa no Orkut sobre estar descabelada. Long story short, dizia que as coisas boas da vida descabelam e eu não pude fazer menos do que concordar e adotar aquilo pra minha vida. Eu não tenho problema nenhum em admitir que só penteio o cabelo no dia em que lavo – cabelo grande demais, gasta tempo pra lavar, dá trabalho pra ficar no lugar, mesmo sendo liso – mas a verdade é que tem coisa melhor na vida pra se preocupar e foi isso que eu percebi.

Tanta coisa todo dia… Sempre um compromisso, uma reunião, telefonemas chatos, situações estressantes; o fim de semana chega e tudo que eu queria era dormir e dormir. Foi só parar um pouquinho pra perceber que eu já aprendi essa lição antes. Não se pode deixar os dias passarem por você; é você que tem que passar por eles.

Eu andava sem brilho, sem vontade de sair, com medo de deixar as pessoas se aproximarem demais… E mais uma vez minha paixão por sapatos me deu um belo de um puxão de orelha. É tudo uma questão de como você encara a vida. Às vezes o cansaço bate, vem o desanimo, mas não se pode deixar abater. Não que se deva deixar de lado o limite do seu corpo, os cuidados de sempre e, muito menos, o juízo (ok, talvez devesse algumas vezes).

A questão é: podem até exigir de mim que eu esteja sempre organizada, que eu me alimente bem, que seja educada, fale baixo e seja generosa. Mas o meu cabelo continua desarrumado no fim do dia.

Você coloca salto alto e muda. Agora todas as vezes que a descrença vem me cutucar eu procuro meu maior salto e vou me descabelar com minha musica preferida.

philosophical ramblings.

Aliás, falando de salto alto (como não podia deixar de ser), eu andei procurando uns saltinhos novos por ai, afinal a coleção de verão já esta chegando todas as lojas e sites. Gente, tanta coisa nova e linda que eu não agüentei! Ah, se eu fosse um pouquinho mais descabelada, eu atacava de Becky Bloom de novo e comprava todos.

Eu juro que bate um apertinho no peito toda vez que eu olho pra esse monte de belezuras e tenho que me conter. Aguardem! Fim do mês ta chegando, hein?! Hahahaha

Mas me contem, fifis, qual é o salto alto de vcs??

O beijo!

“A lie told often enough becomes the truth”

Posted in Natie, Thoughts, shoes addiction on August 9th, 2010 by Natie – 2 Comments

Lenin

Existe uma grande diferença entre a mentira e a omissão. Existe uma grande diferença entre a ofensa e a verdade nua e crua. E existe uma linda alternativa que se resume a dizer as coisas com cuidado. Se fosse necessário responder que eu minto, eu diria com naturalidade que sim - raras, mas necessárias vezes. Se alguém me disser que não mente, eu não acredito.

Uma mentirinha simples não faz mal a ninguém, afinal, é fato que algumas coisas não precisam e nem devem ser reveladas. Mas é ai que entra o bom senso e essa definitivamente não é uma qualidade pra muitos. Sinceramente, se vc não sabe mentir, então deve haver outra alternativa.

Foi pensando em não querer mentir e nem querer dizer a verdade que parei pra pensar sobre isso. Aliás, eu, que sou a rainha do ‘subentendido’ sempre tenho meu jeitinho de dizer as coisas de uma forma diferente. Eu realmente acho que sair por ai dizendo a verdade do jeito que deu na telha nãovai conquistar ninguém; muito pelo contrário, só vai te fazer conquistar uns belos desafetos e mágoas desnecessárias. A não ser, é claro, que vc seja um comediante de stand up, que fazem disso uma máscara, porque eu duvido, honestamente, que eles saem dizendo aquilo pra namorada, mãe ou chefe .

Não que a verdade doa, mas as coisas podem ser simplificadas com um pouquinho de sensibilidade. Eu não tenho coragem, confesso, de dizer a uma amiga que a roupa dela não ficou legal. Mas eu penso rápido e sugiro outra roupa, dizendo que ‘ah, aquela outra fica melhor em vc!”. Obviamente ficamos subentendidas que aquilo ali não tá legal. Assim pra todo o resto; não precisamos mentir, mas também não precisamos deixar o colega desconfortável com sua sinceridade desagradável.

Aliás, falando em sinceridade, eu preciso mandar assim, na cara, que eu estou apaixonadíssima por essa coleção de primavera-verão 2010-2011. Só coisa linda, gente!

Adorei a vibe super floral dessa nova estação e voltei a sorrir colorido, já que andava lamentando a sobriedade das cores do inverno (inevitável). A parte boa é que apesar dos saltíssimos continuarem super ON (adooro! :) ), as sapatilhas que são o amor da minha vida e o conforto dos meus pezinhos não perderam nem uma numeração de espaço!

A parte ruim é que, depois de um ataque Becky Bloom nos últimos meses, meu cartão de crédito está estourado – pra variar… E essas belezuras vão demorar umas semanas pra virem morar aqui em casa. Mas tudo bem, é bom que dá pra curtir a lua-de-mel com minha queda do inverno:

Eu nunca resisto, né gente? hahaha Mas contem-me de vcs. E aí, bom senso, mentira ou… hã? Tá falando comigo?

O beijo!

O trem das 7:12

Posted in Natie, Thoughts on July 28th, 2010 by Natie – 2 Comments

O trem das 7:12 é o trem da rotina. O que eles pegam todos os dias. É o trem de desabafos; o trem das 7:12 ouve de tudo.

Olhos cansados, falta de equilíbrio. O trem das 7:12 é a companhia da mulher que chorava num banco verde, o consolo do banco ao lado, trazido por um estranho, passageiro do trem das 7:12.

Também ali jornais. Tantas tragédias logo pela manhã, quantas opiniões ali. Um mundo de histórias viajando no trem das 7:12. Quantos livros abertos e histórias reais esquecidas, misturadas a fantasias… Quantos sonhos já viajaram no trem das 7:12?

Também eu viajo no trem das 7:12. Todos os dias. Maquiada de coragem, o coração palpitando em tudo como sempre. O trem das 7:12 chega todos os dias naquela estação e carrega a construção dos meus sonhos. O trem das 7:12 é o que eu procurei pra mim. O mais lotado, o mais cansado… Olhos curiosos me observam, olhos cansados, olhos vermelhos… Os mesmos olhos de sempre, sempre no trem das 7:12.

O trem que nunca pára, um dia chega na estação. Eu desço. Eu tiro minha esperança do trem das 7:12, levo-a comigo, que não deixo ela em nenhum outro lugar senão dentro de mim. Tantas outras esperanças também descem daquele trem. Talvez para alguns, seja mesmo falta de esperança, descrença de um dia novinho em folha se abrindo bem ali, na estação.

Mas a vida não pára, a estação não pára. Assim também, o trem das 7:12 nunca pára. Lá se vai. Em algumas horas eu voltarei ao trem, o colocarei minha esperança, meu cansaço e meu desgaste dentro do trem novamente, mas o dia estará no fim, já terei construído minha proporção do sonho. E o trem que me leva para casa não é o trem das 7:12, mas ele se despede de mim na estação, avisando que amanhã, às 7:12, ele estará lá.


Tenho andado de metrô todos esses dias e olhar pra tanta gente no trem me faz pensar em coisas incríveis durante os minutos que eu passo de pé, apertada, espremida e esmagada. Tanta coisa ali, gente! Tanta idéia me ocorre… tantos pensamentos e olhos que me vasculham, perguntando quem eu sou, aonde vou e o que vou fazer lá.  Obviamente eu não me contenho…

http://twitter.com/rodrigoerocha

Foto por @rodrigoerocha

The biggest quote of life. Ever.

Posted in Uncategorized on July 15th, 2010 by Natie – 1 Comment

Eu perdi a sensibilidade de escrever das coisas que eu não sei, mas continuo escrevendo das coisas que eu sinto. Eu me perdi em todo esse processo de descoberta de mim mesma e não sei de onde eu comecei, só sei que estou aqui. Eu sou tão confusa que consegui me confundir com meus dilemas.

Eu já não me preocupo em perder. Eu sei que é tudo o que me resta. Não que eu seja pessimista, eu ainda tenho tanto a ganhar, mas tudo que nos é garantido para sempre é a derrota; é pela vitoria que devemos acordar todos os dias e nos maquiar de coragem para enfrentar os  riscos de não ganhar nada. Eu ouso perguntar: o que você ganhou hoje?

Logicamente, eu teria humor negro suficiente para perguntar o que você não perdeu hoje, mas a cada segundo estamos perdendo tanto… quantos olhares você não viu, quantas expressões deixou de perceber? Quantas ligações não fez – e quantas outras não atendeu? Você viu o sol hoje? O céu azul e o vento fresco, minutos antes de se trancar no ar condicionado e luzes brancas do seu escritório… Você se lembrou de alguém e o deixou saber disso?

Hoje eu notei o clima agradável antes do trabalho, adorei andar da estação do metrô até o prédio da empresa. Me senti tão viva e completa, mesmo cansada, em um trem lotado de gente esgotada. Eu me senti satisfeita com o que eu tenho. Eu vi imagens que me lembraram alguém eu falei isso pra ele. Eu me preocupei com alguém e perguntei como ela estava. Eu senti saudades, liguei. Eu disse pro mundo o que eu fiz, mas não sei o que mundo têm tentado me dizer. Talvez não seja nada de mais, ou talvez eu já saiba e esteja, finalmente, entendendo o significado. Todo mundo é feliz; é só encontrar o motivo certo para se alegrar. Eu encontrei.

Posted in Natie, Thoughts on May 26th, 2010 by Natie – 1 Comment

O quanto vc é importante para si mesmo? O quanto você é importante para o resto do mundo? Somos muito pouco e sabemos disso; sozinhos, fazemos mínima diferença. Mas de qualquer forma, afetamos alguém, em algum lugar que seja. Cabe a nos mesmos decidirmos o quanto ou como faremos isso.

Sua caixa de e-mails pode estar lotada, seu twitter cheio de atualizações, seus feeds cheios de novidades… a vida de ninguém pára. Mas quanto disso tudo é direcionado a você? Os e-mails que você recebe precisam de alguma aprovação sua? Os twits mencionam seu nome? Obviamente, estamos citando casos em que há um interesse genuíno e não egoísmo e interesse descarado – que sempre acontece na internet.

Já parou pra se perguntar o quanto as pessoas sentiriam sua falta se você morresse hoje? Acho que parei pra pensar nisso encarando situação de morte. Não, eu não estive diretamente relacionada a ela, mas estar de frente para a morte de alguma forma te faz refletir sobre isso. O quanto você cativou as pessoas ao seu redor para marcar a vida delas de forma que elas sintam falta disso, caso venham a não ter mais?

Certamente, minhas plantas morreriam, minhas caixas de e-mail lotariam e começariam a recusar mensagens… meu trabalho ficaria atrasado até o turno da tarde. O celular ficaria descarregado, surgiria uma vaga no meu curso de faculdade. Um computador a menos conectado a rede.

A verdade é que ninguém é insubstituível. Se você não rega as plantas, alguém poderá regar. Se você não trabalha, alguém fará seu serviço, alguém preencherá sua vaga, alguém ficará no seu lugar. Mas se você cuidar bem do que está ligado a você por sentimentos, pode ser que outros façam o que você fez um dia, mas nada poderá substituir a falta que você faz. Todos temos a oportunidade de fazer a diferença para alguém. Seja por palavras, por gestos; coisas que para você parecem pequenas, mas que mudaram um pequeno mundo.

Eu decidi acreditar que marcamos outras pessoas.

“Don’t worry about people from your past, there’s a reason why they didn’t make it to your future.

@RobKardashian

Eu decidi confiar na marca que deixei. Deixei ir tudo que acreditei que pertence a mim. O que é meu voltará; o que não voltar, na verdade, nunca me pertenceu.

O que as mulheres querem

Posted in Natie, Vicio, shoes addiction on April 26th, 2010 by Natie – 5 Comments

“A idéia de que a revolução feminina ininterrupta tinha e tem o propósito de deixar as mulheres felizes e realizadas é um engano contínuo”

Merle Hoffman

Pedaço do livro que o Papis ganhou de aniversário e que eu, por um pouco de tédio e necessidade de distração comecei a ler. “O que as mulheres querem” é um livro que me parece interessante pela capa, mas me faz pensar em um monte de coisas que chegam a dar preguiça; sabe aquela discussão que vc sabe que não vai chegar a lugar nenhum? Vou falar, mas acho que nao vou convencer ninguém que pense o contrário e nem acho que outros alguéns possam me convencer do contrário da minha idéia, buuuut here we go!

Não nego (e nem posso) que toda a luta do feminismo tenha um efeito indispensável na vida de todas nós. De outra forma, não me vejo aqui, nesse exato momento, escrevendo sobre o que eu bem entender sem ter que dar satisfações a ninguém. Na verdade, eu não estaria escrevendo e grande parte das minhas poucas leitoras não estaria lendo :( . Mas vamos ser honestas, eu também não faço o tipo militante; quer dizer, eu corro atrás do que eu quero. Sou um exemplo claro da belezura que foi toda essa revolução: sou praticamente uma desbravadora numa terra de muito João e praticamente nenhuma Maria. Desculpem a metáfora fraca, mas é pura verdade que eu sou grata às mulheres que queimaram seus soutiens pra eu poder usar o meu numa faculdade, em uma sala com outros 37 homens – no mínimo.

Até onde eu li, o livro fala sobre o título mesmo, a pergunta que não quer calar. Sou quase um homem pra me fazer a mesma pergunta: mas o que diabos as mulheres querem? Logo no comecinho a autora conta a lenda da Madame Malfadada, uma antiga lenda da Idade Média conhecida como “The wedding of Sir Gawain and Dame Ragnelle”, que quem é curioso e consegue ler em inglês, pode conferir aqui. No fim das contas e na moral da lenda, a constatação é que as mulheres querem liberdade pra escolherem por si próprias; a autora diz que queremos ser donas das nossas vidas.Vamos concordar que isso não é exatamente o que queremos, uma vez que isso praticamente já nos é dado quando nascemos – considerando que estamos no Brasil, fifis, por favor!

Bom, não sou eu que vou dizer a você o que você quer. Não posso te dizer o que fazer com seu soutien e muito menos se você deve sair por ai botando fogo em alguma coisa. Eu posso até dar alguns conselhos – e eu espero mesmo que você queria usar soutien (de preferência com bojo, que deixa as coisas no lugare certo, se é que você me entende ;) ). Entretanto, se você leu até aqui, eu sei de umas coisas que não só eu, mas que praticamente TODA mulher quer…

Sapatos!

É, eu sei que mais uma vez eu fui conveniente em fugir de um assunto sério com uma saída engraçadinha, mas não consigo mais parar com esse vício por sapatos e só estou conseguindo controlar meus momentos Becky Bloom colecionando todas essas foforas em 2d :( Aliás, quando a coisa aperta mesmo, só tem um jeito de controlar tudo sem sair por ai achando que meu cartão de crédito faz maravilhas (acreditem, ele faz, mas só dura até a próxima “fartura“):

Beijocas, fifizetes!

O velho clichê…

Posted in Uncategorized on April 13th, 2010 by Natie – 1 Comment

Vai passando a semana e eu me deparo sempre com a mesma pergunta de sempre: e agora, o que postar? O velho clichê de sempre é a velha choração de pitanga sobre como é difícil manter um blog, como exige dedicação e atenção e mimimimi

Ah… Não pode ser tão difícil assim, né?! Quer dizer… Estamos sempre muito preocupados em escrever para quem lê, porque somos impelidos a isso desde criança. Não é o que fazem com nossa personalidade, after all? Seja educada, seja simpática, seja prestativa, seja bondosa, seja impecável, mastigue de boca fechada, fique quieta, não chame atenção, não isso, não aquilo…. Não seja você? Podemos até nos identificar com o perfil rostinho-bonito, mas algum recheio tem que ter, né?!

Aliás, foi o tal do recheio que me trouxe aqui. Vi a propaganda no Just Lia e fui brincar também no site do Clube Social. A brincadeira nada mais é do que preencher seu perfil e se “divertir” (ok, termo abusado, eu sei…) no  joguinho da memória com a foto dos participantes. Quando se encontra um par, te perguntam se vc quer ser recheio do fulano/da fulana. Se sim, o fifi recebe um e-mail avisando que vc quer ser recheio dele. Brinquei 5 minutos, quis ser recheio de um certo mocinho cabeludo e no fim das contas ganhei um texto bacana pra publicar aqui; a definição exata do que é sentar pra escrever um blog.

Hoje pus me a escrever

Nunca, mas nunca mesmo eu fiz isso. Talvez por falta de criatividade, talvez por falta de vontade, ou por excesso de autocrítica, quem sabe pelo próprio medo da verdade, a verdade de errar e parecer um bobo perante os “críticos”.

Mas não hoje. Hoje foi diferente. Talvez a discussão sobre o “A Hora da Estrela” de Clarice Lispector tenha despertado o meu interesse pela escrita, ou não. Pode ter sido outro motivo, que eu ainda o desconheça.

Enfim, o que realmente importa é que eu estava procurando uma válvula de escape pra essa minha rotina cansativa, uma válvula que não me tomasse tanto tempo, porém que fizesse com que eu me dedicasse a algo que foge ao meu dia a dia, talvez nós próximos textos eu venha a escrever contos fantasiosos, fictícios, sobre a realidade, ou então contos fantasiosamente reais, ou realmente fictícios, até mesmo fictíciosamente fantásticos. Não sei ao certo onde a minha mente vai me levar, esse é um grande problema, pois posso acabar não criando nada e perdendo assim boas oportunidades. Oportunidades de não sei exatamente o que, mas são oportunidades.

Espero dentro dos próximos dias, isso é, se a minha rotina e minha mente deixarem estarei escrevendo novos textos.

O que importa hoje é que pus me a escrever

We did not change as we grew older;

Posted in Uncategorized on March 31st, 2010 by Natie – 4 Comments

we just became more clearly ourselves.

Tem coisa na vida que vale a pena guardar; tem coisa na vida que vale a pena deixar partir e tem coisa na vida que é melhor expulsar, antes que aquilo faça pior do que você imagina.

Eu costumava me sentir velha quando me via menor do que as crianças que, um dia, eu carreguei no colo. Não, elas não são mais crianças, mas faz tão pouco tempo que eu era carregada que eu não entendo com o tempo passou tão depressa. Tudo muda rápido demais e muitas vezes a vida passou por mim sem que eu passasse por ela. Estou aprendendo que não. Na verdade, nós não mudamos quando envelhecemos; apenas nos tornamos nós mesmos mais claramente.

É preciso um tempo pra aprender consigo mesmo; é preciso viver pra entender como se faz. É preciso ser jovem uma vez pra manter a juventude pro resto da vida. É preciso gastar todo seu salário no dia do pagamento e passar o resto do mês sem grana pra entender o que é ser desajuizado e é preciso fazer isso agora, já que falta de juízo não é bonito em gente velha.

Por isso mesmo eu vim mostrar no que eu ando desejando gastar toodo meu suado dinheirinho:

Aliás, eu não estava lá muito animada com essa nova “pegada rock” cheia de cores mais sóbrias, tachinhas e correntes. Mas foi só ver essa coleção da Via Marte que não resisti e caí de amores; a coleção está lindíííssima e eu não me contive em mostrar mais um pouquinho do que tá rolando. Pra quem quiser olhar mais, o site é esse e a marca ainda tem o clube Garotas do Brasil, que eu tenho cadastro desde que a Daniela Cicarelli fazia a campanha e super ajuda a ficar antenada nas tendências que vão estar na rua porque eles enviam a revista que é demais! Cheinha de editorias simples com uma moda acessível.

E nem foi só a Via Marte que me pegou nesse inverno não. Nem preciso comentar que por mais que a Arezzo pise na bola constantemente, eu sempre volto como um cão arrependido porque as coleções, feliz ou infelizmente, acabam falando mais alto… E olha só minha mais nova aquisição:

Aiai… É tão lindo que eu ainda estou esperando a hora certa de usar… ;) De qualquer forma, quando usar eu mostro.

Eu sei que muita gente se pergunta como eu consigo unir tanta futilidade e idéias tortas num mesmo lugar, mas isso é coisa que só sendo Natie pra fazer… :) Enjoy yourself!

De tudo que vem, o que é bom fica…

Posted in Hello world, Natie on March 22nd, 2010 by Natie – 3 Comments

Eu me recuso a discutir o que todo mundo já tá cabeludo de saber que eu as vezes surto e fico me preocupando demais com o SE, com o RESTO… Mas não é por mal, é que tudo isso vem incluído no pacote “Naty”.  E lá venho eu dizer das coisas que eu não sei de novo. A verdade é que nem todo mundo fecha os olhos pra se concentrar na sua sensação; é raro ver alguém, de fato, saboreando o momento.

Tenho feito mais isso, e a única recomendação que tenho é: feche seus olhos. Eu passei muito tempo com os olhos abertos, querendo saber o que estava em volta, querendo capturar os detalhes que ninguém vê – afinal, de que outra forma eu saberia tanta coisa que ninguém mais sabe (e não tem ninguém questionando se isso é útil ou não…)? Não que eu agora eu esteja ignorando alguns fatos da vida, muito pelo contrário, é só fechar os olhos e sentir. Sentir você mesma, o que seu corpo diz, o que o vento sopra no seu ouvido e você não ouve porque está ocupado tentando enxergar coisas que talvez nem existam.

Às vezes é preciso que a vida te dê aquela sacudida pra perceber que você tá deixando passar algumas coisas… Eu tinha um contato no meu MSN, eu a via online e eu tinha um milhão de memórias de visitas, de diversões, de corridas intermináveis e brincadeiras divertidas. E eu a chamava pra conversar, combinávamos mil coisas e não íamos a lugar nenhum. Quanto tempo eu perdi apenas observando as fotos dela, vendo como nós duas crescemos em vez de fechar meus olhos e lembrar? Se eu tivesse feito isso, teria entendido o recado, teríamos cumprido nossos combinados, teríamos nos encontrado há muito mais tempo.

De tudo que vem, o que é bom fica. Nossa amizade ficou. Intacta. Linda. É preciso deixar algumas coisas irem para perceber que elas são suas, não importa onde estejam. É claro que corremos o risco de perceber que aquilo nunca te pertenceu. No fundo, não é de todo mal: quanto tempo passamos nos enganando, achando que pertencendo a alguém ou a algum lugar? Somos livres na essência e é assim que devemos ser. Não se prendam, apenas fechem os olhos!

Life unexpected

Posted in Blog, Natie, Vicio on March 15th, 2010 by Natie – 1 Comment

Eu andava meio desanimada com esse blog, porque todo mundo sabe que a vida dá voltas e mais voltas e eu não sou o que se pode chamar de pessoa tranquila. Mas recebi um incentivo a mais quando alguém muito querido fez um post se sentindo motivado a escrever um blog por minha causa. Anima qualquer um, né?

Eu ando meio cheia de idéias na cabeça, então não dou nenhuma garantia de que essa volta ao blog traga alguma coisa de produtiva, mas criatividade besta nunca me faltou, então, vamos aos fatos. Eu podia dizer um moonte de coisa engraçadas e contar as desventuras que ando vivendo, mas pra ser bem sincera, acho que um pouquinho de sentimentalismo não faz mal a ninguém; eu ando meio sensível esses dias…

Tenho acompanhado a série Life Unexpected – que pra variar, é da CW e, pasmem, não tem monstros, nada de sobrenatural ou irreal: apenas uma adolescente que vê sua vida mudar completamente quando procura seus pais biológicos para conseguir sua emancipação.

A história começa numa festa típica de high school em que Cate Cassidy e Nate Bazile acabam tendo uma festinha particular. Essa festinha mudou completamente os rumos da vida dos dois, mas não naquela época. Cate não contou nada a Baze e entregou a filha para adoção. O que ninguém sabia era que Lux – nome dado pela enfermeira – tinha uma má-formação no coração que a fez passar de hospital em hospital e, por isso, nunca ser adotada. Mais tarde, pulando de lar adotivo para lar adotivo, sem nunca encontrar uma família que realmente a amasse, Lux vai procurar Cate e Baze para conseguir uma assinatura e, com isso, sua emancipação. É ai que a série começa.

Na audiência de emancipação, os atrapalhados “pais” acabam estragando os planos de Lux e ganhando sua guarda compartilhada. Eu não poderia calar minha veia crítica, porque é muita ironia a pessoa nascer loira, linda, com um problema no coração, nunca conseguir pais que a amem e, de repente, em vez de liberdade, ganhar pais que brigam pra ficar com ela, que fazem de tudo para agradá-la e… Aiai, o que eu não faria pra ter uma mãe que me dá dinheiro pra fazer compras quando eu termino um relacionamento (e ela ainda levou um potão de sorvete pra filhinha…). Bom, se isso tudo não acontecesse, a série não teria graça nenhuma, né?! ;)

Depois de alguns anos – 16 pra ser mais exata, Cate Cassidy se tornou uma radialista de sucesso que esconde seu relacionamento com o parceiro de programa Ryan Thomas. Os dois interpretam dois solteirões num programa matutino que estão sempre discutindo sobre as aventuras e desventuras de se chegar aos 30 solteiros e festeiros. Ao contrário do ‘sucesso’, Baze mora em um loft, num prédio alugado de seu pai que ele transformou em bar e tenta provar a todos que é capaz de administrar sua vida sozinho. Ele divide a casa e as furadas em que se mete com seus dois melhores amigos desde a escola, Jamie e Math.

O sentimentalismo do post fica aqui. O que a série mostra de forma impressionante e quase ninguém comenta, é a profundidade do relacionamento mãe-e-filha  que se cria desde o começo entre Lux e Cate. Talvez porque pouca gente entenda a complexidade desse relacionamento – o que não é de se espantar afinal, num mundo em que a vibe é outra… Mas hoje posso dizer que esse relacionamente existe.

A série me traz Gilmore Girls feelings, mas nada mais natural. Aliás, mãe é uma pessoa que se ama tanto que o ódio mora bem ali ao lado. Na verdade, é até compreensível que não entendam a natureza dessa relação, afinal, são duas mulheres lidando com um sentimento maior, tentando colocar no lugar a hierarquia quando no fundo, são apenas duas meninas: uma que já fez escolhas e outra que está fazendo agora. Pelo menos é isso que eu vejo na minha mãe: alguém que abriu mão de todas as outras coisas na vida, alguém que olhou pra tudo de bom e fácil que poderia ter, mas em vez disso, escolheu a mim. Por tudo que existe de digno no mundo, eu jamais poderia colocar alguma coisa acima desse sentimento, e todo o resto que me perdoe.

Mas pra dar um tempero a série,  a Lux tem um namoradinho super fofinho e que não parece nenhum pouco com isso, mas que dá tooodo o tempero na série, afinal, quem não quer ver uma aguinha com açúcar no fim de tanta confusão?

Ahnn… Por hoje é só, pessoal!

Assistam a série, liguem para suas mamães e digam a elas que vcs a amam e sejam felizes, porque eu ando numa vibe “despenteada” agora. Mas isso é assunto pra outro post… =]

O beeeijo!

O blog do Rikki é o http://catses.wordpress.com e o twitter dele é @rikkicats que fala sobre mim constanmente. Sim, o Rikki é o líder do meu fã-clube… hahahahha