Eu andava meio desanimada com esse blog, porque todo mundo sabe que a vida dá voltas e mais voltas e eu não sou o que se pode chamar de pessoa tranquila. Mas recebi um incentivo a mais quando alguém muito querido fez um post se sentindo motivado a escrever um blog por minha causa. Anima qualquer um, né?
Eu ando meio cheia de idéias na cabeça, então não dou nenhuma garantia de que essa volta ao blog traga alguma coisa de produtiva, mas criatividade besta nunca me faltou, então, vamos aos fatos. Eu podia dizer um moonte de coisa engraçadas e contar as desventuras que ando vivendo, mas pra ser bem sincera, acho que um pouquinho de sentimentalismo não faz mal a ninguém; eu ando meio sensível esses dias…
Tenho acompanhado a série Life Unexpected – que pra variar, é da CW e, pasmem, não tem monstros, nada de sobrenatural ou irreal: apenas uma adolescente que vê sua vida mudar completamente quando procura seus pais biológicos para conseguir sua emancipação.
A história começa numa festa típica de high school em que Cate Cassidy e Nate Bazile acabam tendo uma festinha particular. Essa festinha mudou completamente os rumos da vida dos dois, mas não naquela época. Cate não contou nada a Baze e entregou a filha para adoção. O que ninguém sabia era que Lux – nome dado pela enfermeira – tinha uma má-formação no coração que a fez passar de hospital em hospital e, por isso, nunca ser adotada. Mais tarde, pulando de lar adotivo para lar adotivo, sem nunca encontrar uma família que realmente a amasse, Lux vai procurar Cate e Baze para conseguir uma assinatura e, com isso, sua emancipação. É ai que a série começa.

Na audiência de emancipação, os atrapalhados “pais” acabam estragando os planos de Lux e ganhando sua guarda compartilhada. Eu não poderia calar minha veia crítica, porque é muita ironia a pessoa nascer loira, linda, com um problema no coração, nunca conseguir pais que a amem e, de repente, em vez de liberdade, ganhar pais que brigam pra ficar com ela, que fazem de tudo para agradá-la e… Aiai, o que eu não faria pra ter uma mãe que me dá dinheiro pra fazer compras quando eu termino um relacionamento (e ela ainda levou um potão de sorvete pra filhinha…). Bom, se isso tudo não acontecesse, a série não teria graça nenhuma, né?!

Depois de alguns anos – 16 pra ser mais exata, Cate Cassidy se tornou uma radialista de sucesso que esconde seu relacionamento com o parceiro de programa Ryan Thomas. Os dois interpretam dois solteirões num programa matutino que estão sempre discutindo sobre as aventuras e desventuras de se chegar aos 30 solteiros e festeiros. Ao contrário do ‘sucesso’, Baze mora em um loft, num prédio alugado de seu pai que ele transformou em bar e tenta provar a todos que é capaz de administrar sua vida sozinho. Ele divide a casa e as furadas em que se mete com seus dois melhores amigos desde a escola, Jamie e Math.

O sentimentalismo do post fica aqui. O que a série mostra de forma impressionante e quase ninguém comenta, é a profundidade do relacionamento mãe-e-filha que se cria desde o começo entre Lux e Cate. Talvez porque pouca gente entenda a complexidade desse relacionamento – o que não é de se espantar afinal, num mundo em que a vibe é outra… Mas hoje posso dizer que esse relacionamente existe.
A série me traz Gilmore Girls feelings, mas nada mais natural. Aliás, mãe é uma pessoa que se ama tanto que o ódio mora bem ali ao lado. Na verdade, é até compreensível que não entendam a natureza dessa relação, afinal, são duas mulheres lidando com um sentimento maior, tentando colocar no lugar a hierarquia quando no fundo, são apenas duas meninas: uma que já fez escolhas e outra que está fazendo agora. Pelo menos é isso que eu vejo na minha mãe: alguém que abriu mão de todas as outras coisas na vida, alguém que olhou pra tudo de bom e fácil que poderia ter, mas em vez disso, escolheu a mim. Por tudo que existe de digno no mundo, eu jamais poderia colocar alguma coisa acima desse sentimento, e todo o resto que me perdoe.
Mas pra dar um tempero a série, a Lux tem um namoradinho super fofinho e que não parece nenhum pouco com isso, mas que dá tooodo o tempero na série, afinal, quem não quer ver uma aguinha com açúcar no fim de tanta confusão?

Ahnn… Por hoje é só, pessoal!
Assistam a série, liguem para suas mamães e digam a elas que vcs a amam e sejam felizes, porque eu ando numa vibe “despenteada” agora. Mas isso é assunto pra outro post… =]
O beeeijo!
O blog do Rikki é o http://catses.wordpress.com e o twitter dele é @rikkicats que fala sobre mim constanmente. Sim, o Rikki é o líder do meu fã-clube… hahahahha